quinta-feira, 2 de junho de 2011

Texto Individual


          Manuel Antônio Álvares de Azevedo foi sem dúvida o melhor da sua geração do Romantismo, a 2ª geração, também conhecida como Byroniana, Ultra-Romântica ou Mal-do-Século. Melancolia, sarcasmo e o subjetivismo estão sempre presentes em suas obras, os temas mais comuns são o desejo de amor e a busca pela morte. Uma característica interessante é a presença do Complexo de Édipo em pontos de sua produção. Álvares foi influenciado por Lord Byron (daí o motivo pelo qual também o chamavam de” Byron Brasileiro”), Heine, Musset, Shakespeare, Dante e Goethe.
          Em apenas 20 anos de vida, Álvares de Azevedo produziu diversas obras, dentre elas destacam-se o conto “A Noite na Taverna”, a peça de teatro “Macário” e a sua obra mais importante: a “Lira dos Vinte Anos”, grande parte das suas obras só foram publicadas após a sua morte.
          A obra “Lira dos Vinte Anos” é composta de diversos poemas, distribuídos em 3 partes, sendo a 1ª e a 3ª pertencentes à Face Ariel, e a 2ª à Face Caliban. A Face Ariel é a parte ingênua e inocente, enquanto a Face Caliban apresenta a ironia e o sarcasmo. A “Lira dos Vinte Anos” abrange o melhor da produção poética de Maneco (assim chamado por familiares e amigos), as poesias: “Idéias Íntimas”, “Spleen e Charutos”, “Lembranças de Morrer”,” Se Eu Morresse Amanhã” e “É Ela! É Ela! É Ela! É Ela!” são excelentes exemplos do sucesso da Lira. A poesia “Se Eu Morresse Amanhã foi escrita por Maneco somente um mês antes de sua morte.
          Álvares de Azevedo, Patrono nº 2 da Academia Brasileira de Letras, considerado gênio por artistas consagrados, “daquele que seria talvez o máximo poeta brasileiro” segundo José Veríssimo, morreu e tornou-se mito, seu nome ficou cravado na história do Romantismo Brasileiro, tornou-se referência, como Byron, Shakespeare e outros que um dia foram as suas.


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